sexta-feira, 6 de maio de 2011

O QUASE FIM

Após diversas perdas, materiais e pessoais, e depois de até mesmo decretar estado de sítio no Rio de Janeiro, o governo voltou atrás com uma medida que jamais deveria ter tomado: a vacinação obrigatória.
Ainda sim, o governo não deixa de mostrar sua pouca preocupação para com a sociedade, aproveitando os túmulos para fazer uma varredura de pessoa marginalizadas, dando a elas os mesmos destinos terríveis que vários outros inocentes tiveram nesses últimos dias: o isolamento no Acre, o espancamento, o envio à Ilha das Cobras, entre outros. Mais uma vez, o governo gerou várias divisões de lares e muitas perdas humanas.
Esperamos, como cidadão do Rio de Janeiro, que essa Revolta da Vacina tenha ajudado a mostrar que o governo não pode fazer o que bem entender com a população.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

DEFESA À REPRESSÃO

        Apesar de os civis organizarem passeatas em prostesto à Vacinação Obrigatória, o governo insiste em reprimir o povo com base na violência, como houve recentemente na Praça Tiradentes, depois que os civis se recusaram a dispersar-se. Vários inocentes estão sendo mortos pelo exército ou enviados a força para as extremidade pouquíssimo habitadas do pais, tais como o estado do Acre.
Por causa disso, a população, que já conta com o apoio dos florianistas, dos positivistas e até mesmo da Escola Militar, está promovendo formas mais radicais de prostesto. Várias vitrines e combustores de iluminação da cidade toda estão quebrados e as delegacias do Rio de Janeiro estão sendo invadidas uma por uma.

        "[Era para] não andarem dizendo que o povo é carneiro. De vez em quando é bom a negrada mostrar que sabe morrer como homem. [O mais importante era] mostrar ao governo que ele não põe o pé no pescoço do povo.", palavras de um dos revoltosos.

LONGE DEMAIS

Após ser recebido a pedradas, o governo, que estava investindo contra estudantes que combatiam a vacina, foram presos civis inocentes que tentavam defender-se das agulhas.
Após isso, os policiais e militares foram ordenados a reprimir o comício da Liga contra a Vacinação Obrigatória, fazendo com que o combate com a população se expandisse e causasse o fechamento do comércio.

VACINAÇÃO É OBRIGATÓRIA

        Devido a pouca incidência da população aos postos de vacina, o governo propôs uma lei que torna a vacinação não mais necessária e sim obrigatória. O projeto de lei elaborado pelo próprio Oswaldo Cruz que tem pouquíssima sensibilidade política, saiu na última semana, dia 31, cheio de medidas autoritárias. Dentre as quais se destacou o trecho em que se lia que quem não se deixasse espetar poderia ir pra cadeia. Já no dia seguinte, centenas de pessoas saíram as ruas para protestar. Eles reclamavam da falta de informações a respeito da doença e dos riscos, além de explicar detalhadamente o funcionamento das vacinas.
        Dias depois, os revoltosos foram mais longe: arrancaram trilhos de bondes, e, literalmente, tomaram as ruas do Rio de Janeiro, protegidos por barricadas. Nessa fase tensa da revolta, nossa equipe teve a oportunidade de conversar com um dos cidadãos. Ele protestava fervorosamente, mas, durante a entrevista, pareceu muito calmo. Ele argumentou: "Ponha-se no lugar do pai que vê seu filho ter o braço perfurado por uma agulha de um homem do governo. Um governo que nunca se mostrou muito preocupado com os pobres. Você deixaria?"
        

CAMPANHAS DE VACINAÇÃO

        Diante da epidemia de varíola e outras doenças que assola a capital federal e dias após a descoberta da eficácia da vacina, o governo criou a campanha de vacinação contra a varíola. O funcionamento é simples: as pessoas não contaminadas pela doença deverão se dirigir ao posto de saúde mais próximo e tomar a injeção. Ao contrário do que muitos chegaram a acreditar, a dose não será aplicada na virilha e nem nas nádegas, para evitar constrangimentos, principalmente da ala feminina.
        Porém, ao falar com a nossa reportagem, o governo ou não sabia ou não se deu ao trabalho de explicar como funcionam as vacinas. Os positivistas ortodoxos negam-se a acreditar que vacinas ataquem micróbios, enquanto os intelectuais afirmam: "a vacina é uma descoberta relativamente recente, Pasteur foi o que mais a desenvolveu. A explicação científica completa nós ainda não temos, sabemos que a vacina contém o vírus da varíola, só que enfraquecido". Bom, vírus enfraquecido ou não, ainda é o vírus.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

COMBATE AO MOSQUITO

  Oswaldo Cruz, cientista e médico nomeado pelo presidente Rodrigues Alves para tratar o saneamento do Rio de Janeiro de forma a combater as epidemias, cria as Brigadas de Mata-Mosquitos.
  As Brigadas são agentes sanitários munidos de larvicida e instrumentos apropriados para a eliminação dos focos (Aedes aegypti) que percorrem a cidade, lavando caixas d'água, desinfetando ralos e bueiros, limpando telhados e calhas, eliminando depósitos de larvas do inseto.
  Com essas medidas, é esperado que a doença pare de se espalhar e a cidade fique curada da Febre amarela.

Mata-mosquitos vedam residências para aplicação de veneno contra o transmissor da febre amarela
 

FEBRE AMARELA: TRANSMISSÃO DESCOBERTA

Após um longo período sem que se soubesse exatamente como a febre amarela é transmitida, finalmente é comprovada a tese do renomado médico cubano, Carlos Juan Finlay. A doença, ao contrario do que se pensava, não é transmitida pelo contato entre um doente e um sadio: é, na verdade, transmitida pela picada do mosquito Stegomyia fasciata (Aedes aegypti) infectado com a doença.
A comprovação foi feita pelo médico e cientista Adolpho Lutz, carioca de nascença que estudou fora do país e se especializou em doenças infecciosas e medicina tropical. O senhor Lutz serviu de cobaia em seus próprios experimentos para finalizá-los e descobrir se Finlay realmente estava certo.

Adolpho Lutz